Artes marciais e alimentação: humildade, superação e resultados – parte I

E aí sossegados? Tudo bem?

Faz mais de mês que não posto nada, eu sei, mas estive preparando um bom material para publicar neste espaço, e como prezo a qualidade do conteúdo e não a quantidade do mesmo, faço questão de escrever e reescrever inúmeras vezes cada postagem, com o intuito de deixar a leitura gostosa, interessante e que acrescente algo na vida de cada um de vocês. Tenho também duas novidades maravilhosas para contar: a primeira é que decidi cursar gastronomia e passei no vestibular! A coisa ainda está meio enrolada devido ao programa privado de financiamento, mas tenho fé que tudo dará certo no final (e se não der… bem, a gente aguarda o momento certo e tenta novamente)! A segunda é que troquei de faixa no Aikido, uma das modalidades de artes marciais que pratico (fora esta, também sou praticante do muay thai). Saí da branca para a amarela, ou seja,subi o primeiro degrau do imenso rol de conhecimento que essa arte possui. Até aí tudo bem, mas vocês devem estar se perguntando porque estou contando essas duas coisas nesta postagem, certo? Bom, é que uma coisa leva a outra…

Acontece que um pouco antes de eu retomar os treinos nesse ano, no mês de abril, tive uma conversa com meu Sensei (Sensei é o “professor” digamos assim de artes marciais japonesas),  e me queixei bastante a respeito das oportunidades de trabalho na área gastronômica e também do custo alto das mensalidades dos cursos de gastronomia, estava desanimada e quase depressiva pra dizer bem a verdade e no meio da conversa ele me falou sobre um termo chamado “Ganbatte Kudasai“: É mais ou menos como “Boa Sorte”, só que na cultura japonesa essa expressão brasileira não existe, o que existe é “se esforce”; porque de acordo com essa cultura, a sorte pode até existir, mas o importante é o esforço. Esse texto aqui, encaminhado pelo Sensei, explica com mais profundidade o sentido do “Ganbatte” e isso me motivou a respirar fundo e “correr atrás” – quase que literalmente –  dos meus sonhos e objetivos.

Qual a moral dessa história?

Ah sim, eu não expliquei o que é a arte em si, mas sinceramente não tenho embasamento suficiente porque o aprendizado é constante e profundo, mas vou tentar resumir, de acordo com o que compreendi até então: O Aikido é uma arte marcial que descende dos Samurais e segue um código de ética chamado bushido que consistindo sete conceitos básicos:  justiça/moralidade, coragem, compaixão, polidez e cortesia, dever e honra/lealdade. Seu fundador, Morihei Ueshiba, Ô Sensei, foi um praticante e estudioso das artes marciais, e devido a sua religiosidade (referências no taoismo, budismo e principalmente no xintoísmo) buscava um sentido para vida, e ao criar o aikido, acreditava ser esse o caminho da paz. Criada após o término da segunda gerra mundial, o aikido é uma arte marcial onde não se preza o ataque, mas a defesa pessoal e leva em consideração preservar a sua integridade e a integridade física do oponente – portanto não há combates, não há competições nem campeonatos. Particularmente entendo o aikido como um misto perfeito de filosofia, concentração e atividade física, e os treinos no Dojo (local onde se pratica o aikido) são repletos de respeito, confiança e energia positiva. Para se ter uma ideia de como a “coisa funciona’, vocês podem dar uma conferida nessa imagem a seguir, com algumas fotos dos treinos:

Fotos cedidas gentilmente pelo Sensei Marcio Maestrei do Dojo Minami no Tani, Jaraguá do Sul/SC https://www.facebook.com/MinamiNoTaniDojo?fref=ts

 

Claro que nem tudo é como a gente sonha e planeja, mas agora creio e estou ciente de que se não obtive os resultados que esperava até então, foi porque me esforcei pouco, e partindo disso, comecei a me esforçar mais nos treinos, no trabalho e na vida e não sei se por isso ou se por qual razão, fui jogada na “fogueira do exame”… Brinco assim porque ainda não me sentia preparada para encarar essa etapa, que por mais que pareça algo tolo para quem não pratica, vou contar a real: é assustador, mas no fundo é um propulsor para que você se esmere – tanto para alcançar o objetivo da “faixa”, como para alcançar outros objetivos, porque um dos aprendizados do Aikido – que significa de maneira bem simplificada “o caminho da harmonia” – é justamente levar esses ensinamentos (que vão muito além da técnica da arte marcial ) para sua vida e tornar-se uma pessoa melhor para você mesmo e para os outros.

Na semana em que fui convidada para o exame, resolvi que iria me preparar emocional, espiritual e fisicamente – porque me conheço o suficiente para saber que a ansiedade iria fazer com que eu ganhasse alguns quilos a mais na balança – logo agora que consegui perder para entrar no dogi (vestimenta de treino, semelhante ao “quimono” que se utiliza em outras artes marciais como jiu-jitsu, karatê, taekwondo), hehe – Então, todas as manhãs preparava um “smoothie”, ou seja, uma vitamina bem grossa que originalmente se faz com sorvete, mas no meu caso ia só banana congelada, limão, chia (ou linhaça) e água. Nada de açúcar para não colaborar com inflamações. Quando postei a foto desse smoothie no insta, foi sucesso geral, pois  além de vegano, é uma boa combinação para começar o dia com disposição e com a sensação de saciedade, evitando episódios com ansiolíticos da minha parte. E assim foi, dia após dia, treino após treino. Procurei não cair na tentação do chocolate e entre outras coisas, optei por alguns caldos e sopas substanciais como o creme de couve flor, de mandioquinha salsa e a minestra, que vocês podem salivar olhando as imagens abaixo:

Montagem Cultural Painel2

Tá certo, vocês ficaram curiosos agora para saber tudo sobre essas receitinhas que são super práticas e deliciosas, mas fiquem tranquilos:  já estão todas preparadas com passo a passo de cada uma delas!!! São delícias de inverno que combinam bem, com atividades físicas e de quebra te incentivam a tirar um tempo e ir para a cozinha!

Bem, agora para encerrar esse bate papo que abre a série de posts sobre qualidade de vida, logo abaixo seguem algumas fotos do meu exame, acho que dá para entender um pouco a tensão que foi – todas com a persona aqui desengonçada e bastante nervosa pensando: Não tem escapatória, chegou a minha vez! Dá um “look” aí:

Montagem Cultural Painel sem logo 3
Imagens extraídas da página oficial no Facebook do Instituto Tachibana de Aikido de Joinville / 2015: https://www.facebook.com/institutotachibana.aikido?fref=ts

 

Bom, no começo auxiliei como “escrivã” em uma outra banca e fui acompanhando os exames e aprendendo observando, admirando, contemplando. Pra dizer a verdade, fiquei meio sem saber como agir em meio a muitas pessoas que eu não conhecia e a ansiedade batia na medida em que as horas passavam. A ficha só caiu mesmo quando o Sensei Marcos, responsável pelo Instituto Tachibana, chamou meu nome e indicou para onde eu deveria me direcionar… e aí “o bicho pegou”… Eu tremia, transpirava, tentava em vão lembrar do conteúdo, vocabulário, técnicas… E aqueles vinte ou trinta minutos pareciam uma eternidade. O lado bom é que as pessoas que ali estavam, tinham uma paciência enorme, e diferente do clima que abomino em academias, todos, sem exceção, me olhavam com compaixão e respeito. O nervosismo era grande, o medo de errar, de não dar nada certo, a sensação (e certeza, óbvio!) de ser observada, as lembranças antigas dos medos, do palco, das pessoas olhando vinham a tona e eu precisava a todo custo respirar fundo, meio que “engolir o choro” e continuar. Cometi algumas gafes que renderam algumas risadas, mas no fim foi gratificante, surpreendente, emocionante. Uma grande lição de superação, humildade e respeito pra carregar vida afora…

Enfim, depois do relato, espero ter despertado a curiosidade de vocês a respeito do Aikido e dos benefícios que as artes marciais podem proporcionar a cada um de nós! As receitas com todos os passos serão apenas um brinde, para compartilhar um pouco mais dos efeitos dessa filosofia do Ganbatte Kudasai no cotidiano do Sossega Ofélia – afinal, é preciso um tanto de dedicação para produzir um conteúdo gratuito e de qualidade para vocês!

Então é isso queridos Sossegados! Obrigada por acompanharem a postagem até aqui e segura que amanhã tem mais, com passo a passo e receita do “smoothie de banana com chia e limão” e do “creme de couve flor” – ótimo para aliviar as inflamações e tensões do corpo depois de um dia puxado e de treino pesado em qualquer atividade física, sendo ela uma arte marcial ou não!

 

Abraço grande!

P.S.:

* Ao longo do texto tem uma série de links sobre onde pesquisei pra escrever para vocês, estão todos destacados em vermelho, então basta encostar o cursor do mouse em cima dos destaques e clicar! 

* Esse post não é um publispot, é apenas uma forma de falar sobre a importância da prática de atividade física e destacar as artes marciais como uma opção eficaz e prazerosa de se obter qualidade de vida! Se vocês tiverem interesse podem procurar nos links abaixo onde se pratica o AIKIDO em Jaraguá do Sul, Joinville, Curitiba ou São Paulo! Você pode procurar em outros locais também, mas recomendo os filiados ao Instituto Maruyama por acompanhar e conhecer a seriedade do trabalho. 

Jaraguá do Sul: Dojo Minami no Tani, com Sensei Marcio Maestri: https://www.facebook.com/MinamiNoTaniDojo?fref=ts

Joinville: Kitahira Dojo, Instituto Tachibana, com Sensei Marcos Tavares: http://www.aikidojoinville.com.br/blog.php?cod=78#

São Paulo: Insituto Maruyama, com Sensei Maruyama: http://www.aikidomaruyama.com.br/

Curitiba: Academia Bodhidharma, com instrutor Luis Fernando: http://www.aikidomaruyama.com.br/dojos-de-aikido-filiados/104-luiz-fernando-academia-bodhidharma-curitiba.html

Um comentário sobre “Artes marciais e alimentação: humildade, superação e resultados – parte I

  1. Show…Priscilla…adorei o texto muito bem escrito, parabens e seu depoimento tambem muito legal…agora so falta experimentar suas comidinhas, pois treinar já treinamos juntos…abração do seu amigo Lopes…

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