Indispensáveis na sua cozinha: colheres e utensílios de Bambu!

Salve salve, Sossegados!!!

Tudo bem com vocês?

Essas últimas semanas foram agitadas aqui no Cantinho do Sossega, estamos de cara e endereço virtual novo – viram???

Testamos receitas, experimentamos, inovamos, acertamos e erramos! Teve bobó de frango, torta rústica de ratattouile, pão de queijo (deu bem certo na terceira tentativa), cookies recheados com creme de avelã (estraguei duas receitas antes de acertar!!), hambúrguer artesanal e bacon sushi (que enquanto não testei não sosseguei o faixo!).

Não tem fórmula mágica, em se tratando de receita nova ou de teste, é preciso encontrar o meio termo e “pegar a manha” para depois (e só depois), fotografar o passo a passo e postar a receita aqui para incentivar todo mundo a perder o medo, criar coragem e inventar! 

Acontece que para arriscar você precisa ter utensílios, pelo menos os básicos para não passar apuros e evitar acidentes domésticos! Pensando nisso vamos iniciar uma série de posts para falar do que você precisa (ou não!) ter na sua cozinha, contando sempre uma boa história!

É claro que para os fãs e admiradores da boa mesa, do bom fogão e da comida de verdade, quando o papo é utensílio a gente para em qualquer loja de utilidades, quinquilharias, produtos de design e/ou afins só para dar uma espiadela e fazer a lista do que “ainda falta para completar nossa total felicidade” né não?

– Pois eu sou dessas! – 

 Sou dessas que adora um bate-perna atras de novidades e artigos para incrementar a cozinha, sejam eles indispensáveis ou nem sempre, porque afinal  de contas uma “inutilidade” no canto mais gostoso da casa, sempre tem um fundamento! – Ah se tem!  Um dos lugares preferidos aqui do Sossega  e um ótimo lugar para você também encontrar tudo isso e mais um pouco, é a Feirinha do Largo da Ordem em Curitiba, que além de ser um espetáculo para os olhos, é um dos pontos turísticos e atrativos culturais mais bacanas da cidade! Dá uma olhada nessa seleção de fotos abaixo para ter uma ideia do que estou falando:
Montagem Feirinha
Fotos tiradas entre 2006 e 2014, na Feirinha do Largo da Ordem em Curitiba incluindo o Cavalo Babão, o Plá (músico barbudo icônico da capital paranaense), o dançarino de flamenco e eu é claro, divando e tomando caldo de cana fresquíssimo!

 

Em meio a esse caleidoscópio cultural, entre o chorinho da velha guarda e as intervenções dos monges hare krishnas, entre os perfumes dos incensos e a diversidade dos produtos artesanais, entre as danças e as poesias musicadas do Plá em prol da bicicleta e da ecologia, conheci as colheres e demais utensílios de bambu, quando ainda era criança, por intermédio da minha mãe, a famosa Dona Vânia! Lá pelos idos dos anos 90, lembro da minha mãe visivelmente encantada com um modelo de colher reta, uma espécie de “pão duro” com um furo no meio, levemente arredondada nas pontas, ótima para fazer molhos, cremes e doces, pois esse furo ajudava, segundo o artesão, na emulsificação e incorporação dos ingredientes, auxiliando inclusive para que não “empelotassem”. Hoje quem toca os negócios da família de artesãos é o filho, e o pequeno negócio deu nome a uma empresa que se chama “Bambu & Art”, a qual visito sempre que vou a Curitiba buscando novidades e um bom bate-papo de cozinheiros! Lembro que muito antes de a Ikinci chinesa ou da nossa gaúcha Tramontina começarem a comercializar produtos similares, eu ainda criança já fazia propaganda das colheres de bambu que comprávamos na feirinha

Muito utilizado desde sempre no universo oriental, o bambu mossô beneficiado dava forma aos hashis, pinças,cestos de cozimento e demais artefatos. Com o tempo deu vida a colheres, garfos, escumadeiras e demais itens que povoam as cozinhas ocidentais, e no Brasil, devido a proibição da utilização da madeira, as colheres de bambu preencheram um nicho de mercado carente de peças que não acumulassem resíduos e que não conservassem odores ou sabores, com o “plus” de serem uma alternativa ecológica ao uso da madeira. Diante de todos esses pontos a favor, essas maravilhas possuem ainda um preço competitivo se comparado ao aço inox além de correspondem no mesmo patamar nos quesitos durabilidade e resistência.

bambu e cesto
Imagens de Bambu Mossô (xulabeika.com.br) e dos cestos para cozimento de alimentos no vapor (ehowgastronomia.com): Para quem ainda não conhecia!

A barraquinha na feirinha de Curitiba se expandiu e hoje a família conta com dois pontos de venda por lá e um site, onde você pode adquirir seus utensílios bacanérrimos pela bagatela de R$ 6,00 em média: a qualidade eu atesto e aprovo! Abaixo fiz uma seleção de peças e marcas com uma pequena resenha para vocês tomarem como guia na hora de fazerem suas escolhas:

Colheres bambueart
Todas as colheres e utensílios da Bambu & Art. 1- Espátula de patê / maionese 2- Colher “bailarina” (abaulada, curva e de cabo longo) 3- Colher redonda média (ótima para mexer, misturar) 4- Pão Duro 5- Pinça (excelente para pegar outros utensílios quentes) 6- Omeleteira (o nome já diz, mas é boa para chapear também. O prolema é a curva que foi muito desgastada e com o calor ela amolece um pouco) 7- Colher redonda com furo no meio (ótimo para mexer cremes salgados ou doces e doces em geral, evita – de verdade – que a mistura “empelote”)
Colheres tramontina inkinci
Colheres Ikinci e Tramontina: 1- Pão duro Ikinci: Não gosto muito por conta de o cabo ser curto e não é muito bem acabado. 2- Escumadeira Tramontina: Acabamento perfeito, muito resistente, tamanho ideal. 3- Colher redonda Tramontina
Bom, depois de apresentar alguns itens da minha “coleção”, vale lembrar que é importante que esses utensílios sejam higienizados como qualquer outro utensílio, devendo secar completamente antes de serem guardadas. Outra prática importante também consiste em separar cada colher para seu uso, ou seja, colheres só para doces e colheres só para salgados, pois embora o bambu não fique com odor ou sabor de nada, essa atitude simples evita a contaminação cruzada! Alguns sites e blogs recomendam também esfregar limão nesses utensílios e enxaguar em seguida, mas o que faço com frequência é lavar imediatamente após o uso com água e sabão e depois de terminadas as atividades na cozinha, mergulho todos os utensílios (tábuas de corte e colheres) uma solução de água com hipoclorito (água sanitária) – na proporção de 100ml para cada 5L de água por no mínimo 40 minutos. Depois disso, enxáguo e deixo secar bem antes de guardar!

Essas instruções você encontra em qualquer cartilha de segurança na manipulação de alimentos ou manual de boas práticas e segurança alimentar disponíveis na rede! 

Bom, então é isso pessoal! 

Espero que tenham gostado e que aproveitem as indicações do Sossega para equipar e animar a sua cozinha! 

Em tempo: Passear na feirinha de Curitiba é um clássico e se você ainda não visitou esse lugar, por favor: Vá!

Além de muita coisa original e bacana, hoje tenho uma tia que expõe artesanato: A “Mimo Meu”. São roupinhas de boneca confeccionadas manualmente em crochê e tricô… lindas de morrer! 

Dá um look aí na foto e veja que gracinha!!! 

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Abraço grande e até a próxima! 

 P.S.:

* Aqui não tem jabá nem publispot, apenas comento o que uso e o que indico para vocês usarem, ok? Se um dia começarem a aparecer interessados em “anunciar” no Blog do Sossega, certamente sinalizarei a postagem como “publi” – porque não quero ser notificada pelo CONAR! 

Onde comprar: 

* A colher da “Ikinci” comprei em uma loja de utilidades famosa aqui em Jaraguá do Sul, a “Milium”, mas você pode encontrar em qualquer loja de utilidades por aí como Americanas, Casa China, etc. 

* As colheres da “Tramontina” ganhei da minha amigona Tatiana, em uma de suas primeiras visitas a minha casa há uns dois ou três anos. Você as encontra em diversas lojas de utilidades e multimarcas, magazines, lojas exclusivas e sites especializados! Neste link aqui  você encontra mais informações! 

* Cestos de Bambu encontrei a venda nestes links aqui, e aqui . Eu utilizo uma panela de inox para cozinhar no vapor, mas esses cestinhos são um charme e tanto não são? 

– Já entraram para minha “cookwishlist”… hahahaha…

Você também o encontra em lojas de produtos orientais especializados em cozinha e nos mercados públicos como o Mercado Municipal de Curitiba ou o Mercado Municipal de São Paulo, ou na Liberdade, também em São Paulo. O bom é que além de outros produtos como hashis e esteiras de bambu para enrolar sushis, você ainda encara a diversidade de alimentos, sabores e perfumes dos alimentos, temperos e condimentos existentes por lá! 

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