Um passo a passo para você nunca mais querer o molho de tomates de pacotinho!

E aí Sossegados, tudo bem?
 
Pode até parecer, mas não é!
Não estou sumida e tenho mandado notícias via Instagram, tsá?
Já estão acompanhando? O Sossega tem compartilhado com certa frequência o que anda aprontando por lá, então é só seguir @sossegofelia no Insta e ficar por dentro das nossas novas aquisições e de algumas delícias e viagens aleatórias que fazemos por aí… afinal isso tudo é Sossega, isso tudo é Ofélia, isso tudo é DIVERTISIDADE! 

 
Bom, como a vida anda muito corrida e minha profissão (aquela outra que não é a culinária), tem me exigido muito nessa época do ano, infelizmente sobra pouco tempo para postar por aqui, e vocês não fazem ideia do quanto me sinto profundamente frustrada por não ter conseguido fazer o dia render as 30 horas que gostaria! Desculpa gente! Um dia isso muda! 
Mas “mimimis” a parte, esse tempinho serviu para eu refletir ainda mais ao preparar essa postagem que estava engavetada há dias…
Sei que esse nosso dilema moderno, em que não temos tempo para preparar a nossa comida, tem um impacto extremamente nocivo a longo prazo e compromete a nossa longevidade, a nossa saúde, e porque não a nossa hereditariedade, e por isso, um dos objetivos do Sossega é mostrar o lado bom de ir para a cozinha!
Inicialmente o projeto era apenas oferecer uma comida gostosa, saborosa, pronta e mais saudável para quem tinha a vida corrida – como a minha. Mas a medida que isso tudo foi amadurecendo, novas possibilidades apareceram, e como sempre gostei muito de escrever e de trocar conhecimentos, contar aos outros como preparar sua comida é gostoso, é prazeroso, é divertido, não foi nada mais que o caminho natural das coisas.
Assim, falando num “papo reto”, penso que almoçar fora é bacana quando é a exceção!
Na regra você enjoa do tempero, custa caro, e você paga muitas vezes pelo engodo dos restaurantes medianos:  o preço razoável por uma boa comida na verdade é pagar caro por uma comida mediana.
– Vai por mim! –
Quanto ao festival de comida de baixa qualidade, cheeeeia de conservantes e sódio que a gente encontra a preços atrativos e embalagens vistosas nas gôndolas dos supermercados e nas lojas de conveniência, não preciso nem mencionar minha opinião… (I HATE!)
Sério, se te faltam alternativas, compre de quem faz ou acerte uma marmita no PF na esquina de sua casa, que sairá muito mais em conta e muito mais saudável.
– Vai por mim, parte 2! –
Mas independente da sua realidade, vou novamente parafrasear o Pollan (aquele mesmo que falei da última vez em que escrevi por aqui): “Reserve um tempo na sua semana para preparar a sua comida, se possível envolva sua família nisso”.
Você vai experimentar sabores e momentos tão prazerosos que vão te levar a uma viagem afetiva e gostosa. 
Permita-se, apenas!
 
Pensando nisso, resolvi montar um passo a passo de um molho de tomates parecido com o que já postei aqui, mas acredito que faltaram alguns detalhes para encorajar os leitores a arriscar! 
E agora, com todo o carinho e paixão pela comida, aquela de verdade, que a gente prepara com amor, compartilho algumas dicas e segredinhos para que vocês nunca mais queiram comprar molho de tomates em saquinho!
– Vai por mim, parte 3!!! – 
Você vai perceber que o processo é um pouco lento, então pode fazer esse molho em duas ou três etapas, ou reservar algumas horas do seu fim de semana para dedicar-se ao seu preparo. 
Depois de pronto você pode congelar em porções e guardar por até 3 meses.
Vamos lá?
 
Molho de tomates com Manjericão
Porção para 2 pessoas
 
Ingredientes:
500g de tomates italianos pelados e sem sementes, picados em cubos pequenos
50 ml de azeite de oliva extra virgem
1/2 cenoura média sem casca, ralada
2 colheres de sopa de salsão picado
1/2 cebola média picada em cubinhos bem pequenos
1 dente de alho sem o broto central (gérmen) picado e esmagado
10 g de manjericão (se não tiver balança, encha a palma da mão em forma de concha, que sera equivalente)
sal e pimenta branca moída na hora a gosto 
 
Modo de preparo detalhadíssimo! 

A primeira  coisa a fazer antes de iniciar o seu molho, é higienizar todos os ingredientes. 
(e deixá-los de molho por uma hora em uma solução com tintura de iodo a 2% – que tira quase todo o veneno proveniente de agrotóxicos existentes nos mesmos. Você pode seguir essas dicas aqui, que não tem segredo! ) **
 
1) Escolha  tomates bem maduros (cerca de 6 tomates rende mais ou menos 500g de tomates pelados), de preferência os italianos, esses mais alongados, como na foto abaixo.
 
2) O segundo passo é colocar uma panela com água para ferver e enquanto isso cortar os tomates em “cruz”.
 
3) Quando a água estiver fervendo – levantando bolhas – desligue o fogo e coloque os tomates de molho por dez minutos e tampe a panela. Você verá que ao final deste tempo eles estarão começando a soltar a pele.

4) Passados os 10 minutos, encha uma vasilha com água gelada e gelo, escorra os tomates da água quente com auxílio de uma escumadeira e coloque os tomates  de molho nessa água gelada por mais uns 10 minutos. Depois desse tempo, eles soltarão facilmente a pele e você poderá cortá-los ao meio e tirar as sementes em água corrente ou com auxílio de uma colher. Há várias formas de se pelar um tomate, mas essa é a mais usual e a que mais se preserva o sabor. Depois de pelados, pique tudo em cubinhos e reserve.

 
5) Descasque e pique a cebola, descasque e rale a cenoura (ou pique bem minúscula) e pique o salsão retirando as folhas e a pele externa (descasque com um descascador, ou com auxílio de uma faca, da mesma forma que fez com a cenoura). 
O Salsão é aromático e aqui vamos usar um talo apenas, o restante você pode picar e congelar em porções para usar em outros preparos; as folhinhas você pode lavar, secar bem e guardar para utilizar em uma salada. 
Pique também o alho sem o talinho central, esmague e separe as folhinhas de manjericão. Reserve. 
 
6) Aqueça o azeite em uma panela no fogo muito baixo e lento, quando começar a “estalar” ou “sorrir”, coloque a cebola, a cenoura e o salsão para dourar. Você sentirá um cheirinho maravilhoso (gente, sério, é estonteante e essa é a base para muitos caldos de legumes e outros molhos, ok? ), e depois de alguns minutos, quando o “laranja” (betacaroteno) da cenoura começar a soltar no azeite, acrescente o alho.
 
7) Depois de uns 15 minutos ali em fogo baixo (sempre o fogo baixo, certo?), acrescente o tomate picadinho, misture bem e deixe a panela tampada, sempre cuidando por perto – Lembre que panela vigiada não queima! 
Acrescente o sal e a pimenta moída na hora a gosto. 
 
8) Observe por cerca de uma hora o cozimento e redução do molho, caso necessário, acrescente mais azeite, sempre aos poucos, só para evitar que queime. 
Acrescente por último o manjericão rasgando as folhinhas com as mãos. 
Ao final o resultado é um molho espesso e “pedaçudo” que você pode passar no processador ou no mixer, amassar com um amassador de batatas, ou até bater no liquidificador para que fique mais “liso”. 
A escolha da textura é por sua conta. 
 
 
 
Dica: 
* Conforme o prato que você preparar,  pode acrescentar azeitonas, carne moída ou até mesmo PTS… prometo que em breve posto algumas sugestões com passo-a-passo, inclusive! 
* Se você não curtir muito o manjericão, pode usar salsinha, como no outro molho ou até mesmo orégano – o que vai conferir um gostinho de “pizza” ao seu molho! 
* Você pode preparar meio pacote de macarrão (250g), que vai servir bem duas pessoas, acompanhado com uma salada verde de alface, folhas de salsão e rúcula, por exemplo! 
 
 
Então, por hoje é só pessoal! 
Um grande abraço e “bora cozinhar?” 
Faz lá a sua versão e depois me conta, ok? 
 
Ah, e qualquer dúvida – mas qualquer mesmo, hein? – estarei à disposição! 
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Referências: 
LAROUSSE. Escola de Cozinha. São Paulo. Larousse do Brasil, 2010 – p. 176-177.
POLLAN, Michael. Cozinhar: uma história natural da transformação. Rio de Janeiro: Intríseca, 2014.
UVERSO JATOBÁ. Tintura de iodo tira os agrotóxicos dos alimentos? http://www.universojatoba.com.br/bem-estar/saude/tintura-de-iodo-tira-os-agrotoxicos-dos-alimentos> Acesso em 25/09/2014 às 23:00h 
** ERRATA: Não há comprovação de que deixar o alimento de molho em uma solução com tintura de iodo remova os agrotóxicos e há um certo procedimento a se fazer para que se utilize este produto químico, que destaco a seguir, porém, há vários comentários e artigos dizendo que isso é ineficaz. Pelo sim, pelo não, o melhor é que compremos alimentos orgânicos. Pena o preço ser tão desproporcional transformando essa prática um tanto quanto difícil pela maioria das pessoas!  

 

” Tintura de Iodo a 2%

O modo de preparo da solução de Iodo, terá a seguinte relação: são 5 ml de Tintura de Iodo, para cada litro de água. Esta solução deverá ser bem misturada e colocada numa bacia onde serão emergidas todas as frutas, verduras e legumes que serão consumidas nos próximos dias,  tudo junto. Coloca-se no lugar seguro, longe do alcance das crianças para evitar qualquer acidente com o Iodo. Deverá tampar a bacia de forma que não tenha contato com o ar, para evitar a oxidação do Iodo. Deixando pelo período de uma hora. Decorrido esse tempo os alimentos deverão ser retirados daquela solução e devidamente lavados em água limpa embalados em porções que corresponde o consumo diário e colocados na geladeira. A solução que ficou na bacia, virou veneno e deverá ser descartada imediatamente, na pia da cozinha ou em qualquer outro local do esgoto da residência.
Todos esses processo mencionados neste artigo, tornam as frutas, as verduras e os legumes mais palatáveis, livre dos agrotóxicos.  Mas mesmo assim estão longe de ser comparados aos produtos orgânicos que são produtos naturais, produzidos sem a adição de produtos químicos que mesmo  com os preços até três vezes maior é o recomendados para o consumo humano.
Existe uma outra maneira, também muito fácil, para você se livrar dos Agrotóxicos nos alimentos. Caso você possua na sua casa, um gerador de Ozônio, basta gerar uma certa quantidade de Água Ozonizada e lavar as Verduras, Frutas e Legumes deixando-as de molho na água por meia hora e depois guarda-las embaladas na geladeira ou freezer em porções de acordo    com o consumo diário da residência.”
A íntegra dessa reportagem vocês encontram neste link aqui

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