Um dois, feijão com arroz – a dobradinha perfeita!

E aí sossegados, tudo bem?
 
Como vocês sabem, o Sossega é um projeto incipiente que toco de simultaneamente com meu trabalho oficial – sou designer de mobiliário atuando há quase 14 anos na área técnica.
Podemos resumir dizendo que este “projeto culinário” tem três frentes de atuação: Uma é produzir refeições congeladas prontas para consumo, com o mínimo de ingredientes industrializados (que vai demorar um bocado ainda pra sair do papel); outra é o atendimento de pequenos eventos seja produzindo itens diferenciados sob encomenda ou cozinhando no local (isso já acontece, a passos lentos, mas acontece!); e a terceira é propagar a ideia do “faça em casa, vá para a cozinha”.
Para isso utilizo deste blog e das redes sociais como meios de divulgação e ferramentas de trabalho, lazer, e porque não, como uma forma de expressar minhas duas grandes paixões – a comida e a escrita.
 
Mas hoje em especial, hoje que é segunda feira, que é dia de recomeço e de boa vontade (nem sempre né, vamos lá… hehe),  resolvi compartilhar com vocês o passo a passo do arroz com feijão, mas daquele jeito que aprendi e que costumo fazer, somado a algumas leituras e referências não familiares.

 
– Nossa, mas isso é algo tão simples, né não? –
 
É simples, mas sei que muita gente não sabe, não gosta ou não quer cozinhar porque acha que dá trabalho, falta tempo, falta paciência e muito mais… 
Pensando nisso, resolvi montar esse “instrutivo” para incentivar quem quer começar a fazê-lo pelo básico: O arroz e feijão. 
Essa dobradinha perfeita é a base da refeição da maioria dos brasileiros, e a ausência de determinados nutrientes e elementos de um é completada pelo excesso do outro! Eu que não sou nutricionista nem nada, pesquisei bastante a espeito, e algumas informações substanciais, vocês podem encontrar aqui e aqui. 
No segundo link que coloquei acima, o Ministério da Agricultura em parceria com a Embrapa, produziu um material didático bem fácil e com uma explanação bem interessante a respeito do incentivo para o consumo do arroz e feijão, destacando o baixo custo e baixo índice glicêmico da composição. 
Vale a pena conferir!
 Então, chega de conversa fiada e vamos cozinhar?
 Vou começar pelo arroz que é mais rápido e aconselho a fazer todos os dias – pois fresquinho é mais gostoso. Com as sobras dá para aprontar bolinhos, tortas e outros preparos que mais tarde falaremos!
É importante saber que existem muitos tipos de arroz, e eles funcionam de maneira diferente: os longos ficam soltinhos e os curtos servem para fazer risoto, pois possuem mais amido, que ao serem cozidos produzem aquela “liga” característica dos risotos e não serve muito bem para misturar com feijão! 
O arroz amarelo, ou parboilizado – que utilizei pra montar esse passo a passo, é o mais comum e mais barato que encontramos no mercado, e  é chamado assim porque depois de processado, passa por uma imersão em uma solução com os nutrientes que ele perdeu durante o processo, além de cozinhar um pouco mais rápido que o arroz branquinho.
A Rita Lobo fez um programa especial no GNT, o Cozinha Prática sobre como cozinhar arroz branquinho, além de fornecer mais duas receitas de bolinho de arroz e arroz frito; então se você quiser, pode conferir o video ou o link e de quebra receber uma aula sobre arroz! 
 
Para fazer o arroz, você vai precisar de:
 
– Arroz Amarelo Parboilizado da marca de sua preferência (a medida que uso é 1 1/2 xícara de cafezinho por pessoa, então calcule o quanto você utilizará);
– Cebola picada bem minúscula (para cada 4 porções indicadas de arroz, uso uma cebola pequena);
– Dentes de alho (um dente de alho sem o filamento central e picado bem miudinho para cada 4 porções indicadas de arroz);
– Azeite ou óleo (Uso sempre o azeite de oliva comum, mas você pode utilizar óleo de soja, de canola, de milho, de girassol. A medida é em torno de duas colheres de sopa, ou mais. Conforme a explanação da Rita Lobo, quando mais óleo você utilizar mais soltinho ele fica, mas é bom não exagerar! );
– Sal a gosto (uso uma colher rasa de sopa para cada 4 porções indicadas de arroz);
– Água Fria (para o arroz amarelo começo com água fria, mas deixo sempre uma chaleira com água aquecendo para completar o arroz se necessário. Se você usou 4 medidas de arroz, use 8 de água).
 
Modo de preparo:
 



 

– Leve uma panela ao fogo baixo, aqueça e depois coloque o azeite ou o óleo e em seguida despeje a cebola picada, como mostra o número #2 da imagem acima. Não precisa dourar a cebola, apenas suar, e em seguida despeje o alho.
 
– Conte um ou dois minutos, o suficiente pra corar um pouco e coloque o arroz. Misture bem esses ingredientes, pois é nesse momento que o arroz vai absorver o sabor dos aromáticos que utilizamos (a cebola e o alho), refogue por cerca de 3 minutos, sempre no fogo baixo, como mostra o número #3.
 
– Agora dissolva o sal na água e coloque na panela. Tampe e aguarde levantar fervura.
 
– É claro que você deixou uma chaleira com água fervendo não é? 
Observe o cozimento do arroz, ele cozinha dentro de 20 a 30 minutos. Se a tampa da sua panela não tiver aquele furinho para sair o vapor, deixe a panela semi tampada, mas quando começar a borbulhar bastante destampe para evaporar a água. Aos poucos ele vai formar esses “furinhos” como mostra a última imagem da sequência ali acima. 
Retire alguns grãos e prove para verificar o cozimento e com a colher afaste o arroz para ver se existe água na panela, caso não exista, seu arroz está pronto.
 
– Tampe novamente a panela, desligue o fogo e deixe o arroz descansar por 5 minutos para completar o cozimento e ficar bem macio antes de servir!
 
E o feijão?
Assim como o arroz, temos uma variedade gigantesca de feijão, e o tempo de cozimento varia: O feijão japonês azuki, por exemplo, cozinha super rápido.
O mais comum e utilizado aqui no sul é o feijão preto, mas encontrei uma variedade muito apetitosa na viagem de férias, em dezembro do ano passado.
Na estrada, em Capitão Leônidas Marques, no interior do Paraná, paramos em uma venda onde compramos um feijão rajado muito fresco direto do produtor, e foi com esse feijão que montei o passo a passo a seguir:
 
Para fazer o feijão, você vai precisar de:
 
– Feijão (isso de quantidade é relativo, mas eu utilizei três xícaras de chá bem cheias; aconselho a usar o feijão preto ou o vermelho, que funcionam de maneira bem parecida);
– Cebola picada (para essa quantidade utilizei uma cebola média picada, mas você pode usar menos se não gostar muito de cebola);
– Alho picado (novamente, alho sem o talo central e muito picado. Para essa proporção foram dois dentes gordinhos);
– Salsinha e cebolinha picadas a gosto (usei cerca de meia xícara de chá);
– Azeite ou óleo de sua preferencia (duas colheres de sopa são suficientes);
– Sal a gosto ( para essa quantidade, usei duas colheres de chá rasas de sal temperado caseiro, mas pode utilizar o sal comum; recomendo sempre o sal com 70% menos de sódio);
 
Modo de preparo:

 



– Separe a quantidade de feijão desejada e escolha (#1), retirando todos os estragados, rachados ou amassados. 
Em seguida (#2), coloque de molho em água limpa, pode cobrir cerca de dois dedos acima da quantidade de feijão. Os grãos que boiarem podem ser descartados também.
 
– Esse “molho” deve ser mantido por pelo menos 8 horas, para que o feijão fique molinho e também elimine as toxinas presentes nos grãos. Mas se você tiver muita pressa, 40 minutos são suficientes, mas demora bem mais para cozinhar.
 
– Depois disso escorra o feijão e leve-o para cozinhar em uma panela de pressão, assim sem tempero nenhum mesmo. A água deve cobrir o dobro da medida de feijão que você tiver (#3), ou seja, se depois de escorrido sua medida for de 3 xícaras, coloque de 6 a 7 xícaras de água.
 
– Feche a panela e deixe cozinhar em fogo médio. Quando “chiar” conte 15 ou 20 minutos e desligue.
 
– Aguarde a pressão sair normalmente, e abra a panela. Agora é que vamos começar a temperar esse feijão e vamos trabalhar para deixá-lo com o caldo espesso, pois até o momento ele fica assim meio “ralinho”.
 

 

 
– Aprendi que o feijão engrossa quando deixado cozinhando lentamente no fogo brando e com a panela aberta, assim a água vai evaporando e o caldo vai tomando corpo, sem precisar utilizar espessantes ou amido de milho, mas para dar uma forcinha nesse caldo, você vai retirar um pouco de feijão da panela e amassar com um garfo, como mostra ali na imagem #4, acima.
 
– Depois de amassar esses grãos, você os devolverá a panela e deixará o feijão cozinhando em fogo brando.
 
– Na imagem #5 acima, você vê os temperos que utilizei: cebola, alho, azeite, sal, salsinha e cebolinha. Como no arroz, você aquece uma panela, despeja o azeite (ou óleo, como preferir) e coloca a cebola picada. Quando ela suar, acrescente o alho e deixe corar um pouco. Neste caso gosto mesmo é que fique bem douradinho e só depois jogo tudo na panela de feijão que deve estar fervendo lentamente.
O sal você pode colocar direto no feijão e misturar bem.
 
– Depois de uns 40 minutos o caldo deverá estar espesso, então prove o sal, corrija se necessário e acrescente a salsinha e a cebolinha – elas ficam mais saborosas na finalização. Caso não esteja espeço a gosto, você pode amassar mais um pouco de feijão e devolver na panela e deixar mais um tempo cozinhando. 
 
Observações: 
 
*Arroz é ruim de congelar, então faça o necessário para consumo. 
* Há quem prefira cozinhar o feijão sem tempero e congelar em porções, somente quando for utilizar, descongela e tempera a gosto. Tem umas dicas bacanas no panelaterapia, mas é um jeito diferente do meu. Você pode escolher o que achar melhor, ok? Mas não exite: #vápracozinha !!
* Feijões novos cozinham mais rápido e melhor. 
 
 
E agora você pode escolher seu jeito preferido… arroz com feijão, mais arroz, mais feijão; com farofa, com farinha de mandioca, com banana…. fica a seu critério. 
Eu gosto mesmo é assim purinho, espesso e com cheirinho verde, como o ramequim da foto abaixo! 
 

 



E aí, servidos? 
 
Um abraço e bora já pra cozinha todo mundo! 
Aproveite e envolvam a família, os amigos, os filhos, os primos, os sobrinhos, os avós… 
Porque cozinhar é LIBERTADOR! 
 



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